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 “TODOS OS DIAS” – Mulher é agredida na zona rural de Costa Rica.  PM prendeu autor em flagrante. Em 2024 21,4 milhões apanharam no Brasil

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         O crime de Lesão Corporal Dolosa (Violência Doméstica) registrado pela Polícia Militar de Costa Rica vai para a estatística. Elas apanham na cidade e no campo, não são poupadas de agressões com a maioria sofrendo no silêncio, como medo de denunciar seus algozes. Esta vítima tem 57 anos, quase idosa e foi atacada pelo companheiro de 41. A Polícia Militar foi acionada. O autor foi localizado, preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil para adoção das medidas legais cabíveis. Belo trabalho da Polícia Militar, como sempre. Por outro lado este agressor voltará para casa e continuará a saga de espancar a mulher. Nem sempre a PM estará por perto.

MILHÕES de agressões no Brasil

Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Instituto Datafolha revelou que 21,4 milhões de brasileiras com 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses.

A pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil” destaca que a maioria das mulheres sofre mais de um tipo de violência, sendo as mais comuns a violência física, psicológica, sexual e o assédio.

A maioria das mulheres é agredida dentro de sua própria casa (57% dos casos). Em 47,3% dos casos, as testemunhas eram amigos ou conhecidos, em 27% eram os filhos da vítima e em 12,4% eram outros parentes. Apenas 7,7% das agressões foram presenciadas por desconhecidos.

Apesar de a violência ser presenciada pela maioria dos brasileiros (55,6%), o medo, a vergonha e a descrença nas instituições silenciam muitas vítimas, que não buscam ajuda.

Apenas 14,2% das mulheres que sofreram violência nos últimos 12 meses procuraram uma Delegacia da Mulher para denunciar o crime. Esse número é ainda menor quando comparado com a busca por ajuda em outros órgãos oficiais, como delegacias comuns (10,3%) e a Polícia Militar (2,2%).

A pesquisa também revela que a maioria das mulheres (47,4%) não fez nada em relação à agressão mais grave sofrida.

Perfil das vítimas

Mulheres jovens: a prevalência de violência é maior entre mulheres de 25 a 34 anos;

Mulheres negras: 37,2% das mulheres negras relataram ter sofrido violência no último ano;

Mulheres com baixa escolaridade (45,5%), são as que mais sofrem violência física grave;

Mulheres que frequentam cultos religiosos: a violência é maior entre mulheres evangélicas (38,7%) e católica (33,2%).

(redação e CNN)

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