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Apesar de estar envolvido em acusações de possível escândalo sexual nos Estados Unidos, Donald Trump, segue tarifando o mundo. Já é considerado o pior presidente dos EUA por instalar o caos nas relações comerciais do mundo. Nem mesmo aliados históricos escaparam. O Brasil é um deles e foi taxado em 50% nas exportações, apesar dos americanos terem superávit em cerca de R$ 6 bilhões em relação ao Brasil.
A nove dias da entrada em vigor da sobretaxa de 50% sobre as exportações brasileiras, a equipe técnica da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) fez um levantamento detalhado de prováveis impactos da medida sobre os produtos que compõem a pauta exportadora de Mato Grosso do Sul.
Uma das conclusões aponta que carga tributária de 50% pode reduzir a competitividade dos produtos do Estado, já que a alta no preço para os compradores norte-americanos pode interferir diretamente no valor final ao consumidor. A decisão foi comunicada oficialmente pelo presidente Donald Trump, em 9 de julho, em carta enviada ao presidente Lula.

No ano passado, a carne bovina e seus derivados lideraram as exportações estaduais para os EUA, com um total de US$ 225,6 milhões, o equivalente a 33,7% do total exportado. Em segundo lugar, a celulose gerou receita de US$ 213,4 milhões, representando 31% do total exportado. Foram 341,6 mil toneladas de celulose vendidas ao mercado norte-americano.
A assessora de Economia e Estatística da Semadesc, Bruna Mendes Dias, analisa os dados com atenção, considerando que os principais setores exportadores de Mato Grosso do Sul possuem cadeias produtivas consolidadas, com diversificação de mercados, estrutura logística instalada e maior capacidade de adaptação a cenários externos.

Ela lembra que setores como o de celulose, por exemplo, têm planejamento de longo prazo, uma vez que o ciclo do eucalipto dura cerca de sete anos, e operam no planejamento para reduzir impactos imediatos. Bruna avalia que se sem negociações haverá prejuízos: “A sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos tende a reduzir a competitividade dos produtos exportados por Mato Grosso do Sul ao mercado norte-americano. Embora ainda seja prematuro quantificar os impactos, é possível que ocorra uma retração nas exportações, especialmente se não houver reconfiguração dos acordos comerciais”, afirma a economista. (redação e campograndenews.com.br)



