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Ex-moradora de Chapadão do Sul organiza brechó em Campo Grande para ajudar no custeio de tratamento de câncer. Ex marido participa na organização

Publicada em 12/11/2017, lida 1508 vezes.

      Diagnóstico de câncer de mama foi feito há cerca de um mês quando Lucianne morava em Chapadão do Sul. Ela teve que se mudar para a Capital e agora tenta reorganizar a vida 


Foi durante um exame de rotina que a autônoma Luciane Pizschk Alves (35) anos, descobriu que estava com câncer de mama. O baque veio no mês passado, quando ela ainda morava em Chapadão do Sul, distante 340 km de Campo Grande.  Ela teve que fazer as malas e voltar a morar na Capital para iniciar a quimioterapia, que começa nesta segunda-feira (13). Lucianne está morando com a mãe no bairro Amambaí e para conseguir dinheiro da mudança de cidade e do tratamento que precisa fazer ela organizou (no dia 11) um bazar de venda de roupas, bijuterias e calçados, tudo conseguido por meio de doações.

“Esse bazar foi ideia das minhas primas, gostei da ideia e não tinha muita escolha também. Comecei a correr atrás das coisas e recebi muitas roupas, tem bastante coisa nova até”, afirma Lucianne, que até durante a entrevista recebia doações na casa da mãe, onde acontece o bazar.

O ex-marido também a ajuda bastante para que ela consiga se reestruturar aqui em Campo Grande. Eles se separaram há três meses, antes dela descobrir a doença, mas, apesar do casamento rompido, a relação de amizade continuou.
“Temos três filhos juntos, foram muitos anos de casamento, acho que não merecemos ficar brigados. Desde que cheguei aqui ele está me ajudando muito, me levou pro médico, acompanhou exames que fiz e agora está buscando roupas que ganhei, está sendo muito prestativo”, enumera.

A notícia da doença ela recebeu de cabeça erguida e enfrenta, sempre com um sorriso no rosto, tudo o que está por vir. “A cura vem, de uma grande parte, de nossa positividade, do modo que encaramos a doença. Estou bem, vou continuar alegre e passar por tudo isso bem. Se cair o cabelo não importa, uso peruca, lenço. Até falei pro meu filho que ia comprar umas perucas coloridas e usar uma de cada cor por dia, ele disse que não ia andar comigo”, brinca Lucianne.

Depois do diagnóstico ela passou a encarar a vida de outro modo, valorizar cada vez mais os dias vividos e ajudar as pessoas. “Estou recebendo muita ajuda de gente que nem conheço, que eu nunca vi. Agora, sei melhor do que antes, que ajudar o próximo deve ser algo corriqueiro, que temos que fazer sempre”, reflete.

O bazar acontece hoje na rua Paissandu, 941, Amambaí. As peças custam de R$ 5 a R$ 20, com preços diferenciados somente para vestidos de festa. Mais informações pelo telefone 99691-6978. (Fonte / campograndenews)

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