CRIANÇA de Chapadão do Sul que nasceu com pés tortos bilateral congênito fará tratamento em Brasília. Ação entre amigos vende rifa de TV a R$ 6,00

Publicada em 08/02/2018, lida 2632 vezes.

      A foto principal deste material autorizado pela família já deixa claro que o simpático Gustavo Borges Evangelista (1,4 ano) nasceu com  problemas que o impedem de ter uma vida normal. Os pés tortos bilateral congênito é uma má formação em que o bebê já nasce com os pés virados para dentro. Ele é filho do conhecido Tiãozinho Taxista que está vendendo rifas de uma TV / LCD / 40 polegadas para arrecadar  fundos para se manter por cerca de três meses em Brasília onde o menino será submetido a procedimento específico / fisioterapia no Hospital Sara Center, em Taguatinga (Asa Norte). O preço de cada número é de apenas R$ 6,00 e ajudará o pai e as mãe nos deslocamentos diários de cerca de 30 quilômetros da casa albergue até o hospital. CONTATO pelo fone  (67) 99903-5205

RIFAS PARA AJUDAR GUSTAVO - A intenção dos amigos é comprar as rifas para ajudar a família  a ter um recurso extra nos três meses que ficarão em Brasília. Tiãozinho destacou  que o procedimento será pelo SUS e a hospedagem também é publica. Apesar disso ele é taxista e ficará parado, sem poder  trabalhar neste período. O dinheiro captado na rifa custeará os  deslocamentos diários, durante todas as etapas do tratamento de Gustavo. O sorteio  será no dia 31 de março de 2018.    

PÉ TORTO CONGÊNITO - Pé torto congênito é uma má-formação congênita (ou seja, presente desde o nascimento) onde o bebê nasce com um ou ambos os pés voltados para dentro. É um problema relativamente comum, tendo uma taxa de incidência que gira em torno de 1 caso para cada 1000 nascimentos. Apesar de ser um susto para muitos pais, existem tratamentos e chances de cura, mas, para que isso aconteça, é muito importante que o tratamento comece logo após o nascimento da criança.

1. Pé torto congênito bilateral   

Com maior prevalência em  recém-nascidos do sexo masculino, o pé torto congênito é uma deformidade no desenvolvimento embrionário e afeta músculos, ossos, tendões e vasos sanguíneos. O pé torto congênito pode ser dividido em duas vertentes:

Unilateral: Quando apenas um dos pés é virado para dentro. 

Bilateral: Quando ambos os pés são virados para dentro. Esse tipo é o mais comum. 

DIAGNÓSTICO DO PÉ TORTO CONGÊNITO

O pé torto congênito geralmente é diagnosticado imediatamente após o nascimento da criança, mas, em alguns casos, pode ser possível detectá-lo através dos exames de ultrassom realizados a partir do segundo trimestre da gestação. Após o nascimento, o médico pode solicitar raios-x da região das pernas e pés da criança, para que ele avalie com maior precisão a forma como as estruturas internas estão posicionadas.  

CAUSAS DO PÉ TORTO CONGÊNITO

As causas do pé torto congênito ainda são inexatas e dividem opiniões:  alguns especialistas afirmam que se trata de uma alteração genética, enquanto outros acreditam que o pé torto congênito seja causado por uma frouxidão ligamentar nos pés ou no quadril.  

TRATAMENTOS DO PÉ TORTO CONGÊNITO

Quando o tratamento do pé torto congênito é feito adequadamente, a criança pode levar uma vida normal e sem limitações, sendo capaz de realizar atividades como caminhar, correr e nadar. O mais indicado é que o tratamento tenha início logo após o nascimento do bebê para que obtenha melhores resultados. 

Preferencialmente, o médico tentará métodos conservadores. Existe uma técnica amplamente utilizada, chamada Método de Ponseti, que, geralmente, apresenta resultados muito bons. Esse método consiste na manipulação cuidadosa dos pés e pernas, realizada pelo médico ortopedista. Após a manipulação, será feita a aplicação de gessos nas pernas e pés da criança. Esse processo de manipulações e trocas de gessos deve ser realizado semanalmente, por cerca de 5 a 7 semanas, conforme avaliação médica. O objetivo desse método é realinhar de forma não invasiva e gradual os ossos, músculos, ligamentos, tendões e cartilagens. 

Caso o tratamento conservador não traga os efeitos esperados, pode-se recorrer ao tratamento cirúrgico, sempre mediante avaliação e encaminhamento médico.  No entanto, para esses casos, a cirurgia não cura o pé torto congênito e, provavelmente, deixará sequelas, como enfraquecimento e rigidez muscular, mas ocorrerá uma melhora significativa no aspecto do pé e a criança poderá andar. Tanto para o tratamento conservador quanto para o tratamento cirúrgico, após serem feitas as devidas correções, será necessário a utilização de órteses que consolidem o progresso que já ocorreu. Tradicionalmente, as órteses recomendadas são as órteses de Denis Browne (botas ortopédicas ligadas por uma barra metálica, o que mantém ambos os pés na angulação desejada). (redação e pessemdor.com.br)

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