CADE aprova fusão entre Bayer e Monsanto em criar a maior cia de sementes do mundo. Negócio é de US$ 66 Bilhões das gigantes que operam em Chapadão do Sul

Publicada em 08/02/2018, lida 165 vezes.

      Com a aprovação no Brasil, uma potência na produção de grãos e outras commodities agrícolas, Bayer e Monsanto superam um obstáculo crucial para a efetivação da operação, que as empresas inicialmente esperavam ver aprovada até o final de 2017 (Paulo Whitaker/Reuters). A compra da americana Monsanto pela alemã Bayer foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quarta-feira, mas o órgão antitruste brasileiro estabeleceu condições para o negócio, que deve resultar numa combinação das operações das duas empresas.

SEMENTES E HERBICIDAS - Quatro dos seis conselheiros do Cade votaram a favor da transação mediante condições propostas pelas companhias, que incluem a já anunciada venda de um pacote de ativos na área de sementes e herbicidas da Bayer para a Basf. Dois conselheiros foram contra a fusão. Com a aprovação no Brasil, uma potência na produção de grãos e outras commodities agrícolas, Bayer e Monsanto superam um obstáculo crucial para a efetivação da operação, que as empresas inicialmente esperavam ver aprovada até o final de 2017. 

MAIOR DO MUNDO - O negócio, avaliado em 66 bilhões de dólares quando anunciado em setembro de 2016, deve criar a maior companhia de sementes e pesticidas do mundo. As empresas ainda aguardam aprovações para a transação em jurisdições que incluem a União Europeia e os Estados Unidos, onde decisões finais sobre o caso ainda estão pendentes. Mais cedo nesta semana, a Bayer disse em comunicado que propôs soluções para aliviar preocupações das autoridades antitruste europeias. Como parte da proposta, a Bayer aceitou vender seus negócios de sementes e herbicidas para a Basf por 7,24 bilhões de dólares. 

ECONOMIA BRASILEIRA - No Brasil, a maior parte do Conselho do Cade entendeu que a operação com a Basf foi suficiente para resolver temores apontados por técnicos do órgão em outubro, quando eles recomendaram que o negócio fosse bloqueado ou aprovado sob determinadas condições. A conselheira Cristiane Alkmin, no entanto, discordou da conclusão do Cade. “O Brasil não pode aprovar uma transação dessas olhando apenas para preocupações globais”, disse ela. “Medidas mirando especificamente a economia brasileira são necessárias.” 

ATIVOS - Ela argumentou que a companhia resultante da fusão deveria se desfazer de outros ativos, incluindo o negócio de sementes transgênicas RR2Pro Intacta, da Monsanto, assim como alguns negócios de fungicidas não incluídos no acordo da Bayer com a Basf. (Reuters access_time )

CADE aprova fusão entre Bayer e Monsanto em criar a maior cia de sementes do mundo. Negócio é de US$ 66 Bilhões das gigantes que operam em Chapadão do Sul

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